As
várias crises por que passou a cafeicultura abriu amplas possibilidades para a cultura de
cana-de-açúcar.
Antes de 1900 havia no município pequenas e esparsas plantações de cana-de-açúcar,
aproveitadas pelas engenhocas que se limitavam a fabricar aguardente, rapadura e melaço.
O declínio da cultura cafeeira foi gradativamente compensada pela cultura canavieira. Do
ano de 1944 em diante, a lavoura de cana teve extraordinário aumento, atingindo mesmo uma
crise de superprodução em 1965.
Atualmente, Sertãozinho conta com 5 usinas de açúcar e álcool,
2 destilarias e 3 engenhos de aguardente.
Usina Santo Antonio
Usina Albertina
Usina São Geraldo
Usina Santa Elisa
Usina São Francisco
Destilaria Santa Inês |

Vista panorâmica da 'Usina Santa Elisa' na cidade de Sertãozinho/SP
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A intensa
cultura canavieira exerceu radicais modificações no município, não só na estrutura
das propriedades, como no comércio, vias de comunicações e na demografia.
Houve intenso crescimento da área da zona urbana e de sua população, determinado pelo
êxodo dos pequenos lavradores, que venderam suas terras aos usineiros ou abandonaram a
roça para usufruir padrão de vida mais elevado na cidade, ou ainda para atender a
demanda da mão-de-obra exigida pelo crescente surto industrial do município.
Mas a transformação mais evidente
efetivou-se no ramo industrial, o que
aconteceu em função da própria necessidade de manutenção e conservação do maquinário das usinas de açúcar e álcool e destilarias. 
Surgiu então um grande número de oficinas para esse fim, que se desenvolveram e se
transformaram em grandes indústrias de fabricação de equipamento para a indústria
sucro-alcooleira e fundições, como a Zanini, Tecomil, Caldema, Moreno, Mepam, Fundição Galassi, DMB etc.
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Vista da Indústria de máquinas e implementos agrícolas, 'DMB', na
cidade de Sertãozinho/SP
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Algumas
dessas indústrias, devido as várias crises do setor do açúcar e álcool ou fundiram-se
com outras, como o caso da Zanini, que fundiu-se com a Dedini, de onde surgiu a DZ, ou
encerraram suas atividades, como a Tecomil, Fundição Galassi e outras.
Outras entretanto, apesar da crise do setor, sobrepujaram as dificuldades econômicas e
cresceram, como o caso da Caldema, Moreno, Camaq e tantas outras que surgiram em função
do próprio crescimento da cidade como fábricas de móveis, de ladrilhos, de artefatos de
cimento, carrocerias para caminhões, de produtos alimentares bem como várias
serralherias para atender as exigências de caixilhos de ferro, portas, venezianas etc,
para construções.
Hoje Sertãozinho é sem dúvida um dos mais importantes centros
agro-industriais do Estado de São
Paulo, ocupando o 3º lugar em todos os setores como população, produção e arrecadação
da vasta e rica região de Ribeirão Preto, sendo superado apenas por esse município e
por Franca. |
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