A cana-de-açúcar (sugarcane, em Inglês), elemento básico para a obtenção do
açúcar e de vários tipos de álcool, entre eles o etílico, é uma planta pertencente
à família das gramíneas (Saccharum officinarum) originária da Ásia, onde
teve registrado seu cultivo desde os tempos mais remotos da História.
Classe: Monocotiledonea
Ordem: Cyperales
Família: Poaceae
Gênero: Saccharum
Espécies: somam 30
De forma vernacular, a cana-de-açúcar é
considerada uma gramínea. Esse termo provém de "gramina", nome usado pela
primeira vez por Linné, designando plantas semelhantes à grama.
Planta ereta, perene, rizomatosa, formando touceiras. Colmo cilíndrico, externamente
glabro, de coloração variável e internamente com feixes vasculares inteiramente
primários e amplamente dispersos. Entrenós retos ou em zigue-zague e de comprimento,
espessura e formas muito variadas, podem estar ou não revestidos com camada cerosa. Os
nós apresentam-se protuberantes ou constrictos. |

Cana-de-açúcar, nome científico
Saccharum officinarum
As folhas são simples, alternadas, estreito-lanceonadas de ápice longamente nas flores,
praticamente destituídas de perianto e protegidas por brácteas e bracteolas secas,
reunidas em típicas inflorescências. O fruto é seco do tipo cariopse e com semente de
endosperma abundante.
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Colheita mecanizada da cana-de-açúcar
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Queimada da cana-de-açúcar
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Um
pouco de História
Referências indicam que a cana-de-açúcar tenha-se difundido pela Pérsia, Síria, Egito e
Sicília ainda na época de Alexandre Magno, o Grande, então rei da Macedônia, por
ocasião da conquista e organização do império Persa em aproximadamente 327 a.C. A
expansão de seus domínios propiciou canais mercantis que facilitaram a evasão e
influência de artigos, especiarias e costumes entre a Ásia Meridional, sul e sudeste da
Europa e norte da África. Por muito tempo, durante sua difusão pelo continente europeu,
o açúcar foi encarado como uma substância rara, utilizada no tratamento de enfermidades
das mais diversas origens, chegando a ser incluído em testamento, como o da mulher de
Carlos V, imperador do Sacro Império Romano Germânico. Somente após o século XV a cana-de-açúcar passou a ter uma produção em larga escala, tornando-se então,
sob a ótica comercial, um produto importante e atraente para o mercado mundial.
Em Portugal foi introduzida através da Ilha da Madeira pelo Infante Dom Henrique, ainda
no mesmo século.

No Brasil a cana-de-açúcar passou a ser cultivada a partir do terceiro
decênio do século XVI.
Os núcleos iniciais da produção canavieira localizaram-se na região Nordeste, ao redor
da Bahia e em Pernambuco, expandindo-se para a região Sudeste onde sua produção
se concentraria, inicialmente, nas imediações do Rio de Janeiro e em São Vicente. A cana-de-açúcar desempenhou notória função na evolução histórica do Brasil sob o aspecto infra-estrutural e socioeconômico. A condição climática tropical do país era favorável, e permitiu a
formação de grandes latifúndios monocultores que se conservaram por séculos,
fundamentando a economia nacional até o século XX.
trabalhador no canavial |
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